domingo, 25 de agosto de 2013

A Delícia de Comer com as Mãos



Sou uma eterna apaixonada pelos simples prazeres da vida. Um deles é o gesto de comer com as mãos, sem uso de talheres e em algumas ocasiões, até lamber a ponta dos dedos com o restinho que ficou. E o mais legal é que não se trata de uma transgressão as regras de etiqueta, mas de uma informalidade permitida em alguns pratos da culinária internacional, que deixa de lado garfo e faca para voltarmos aos nossos antepassados e a simplicidade de comer tateando o alimento.

Em muitas regiões do mundo esse hábito é cultural. Em algumas religiões o fortalecem e fazem até uma distinção entre as mãos, concedendo a direita a exclusividade de manipular os alimentos enquanto a esquerda é considerada impura e usada em hábitos de higiene. Os índios sempre souberam usar muito bem suas mãos (as duas) para fazer o alimento e comê-lo, inclusive farinhas. Os primeiros contatos que os bebes têm com o mundo é levando tudo à boca, onde iniciam suas experimentações e sensibilidades.

Um termo mais moderno vem se destacando na gastronomia, chamada de “finger food”. Trata-se de comidas feitas para serem degustadas com as mãos, de forma bem prática e que promove a interação entre as pessoas num ambiente festivo. Oferecidos em porções ou em simpáticas embalagens individuais, dão um charme especial ao evento e servem tanto para salgados quanto para doces.

É difícil imaginar um frango à passarinho sendo devorado com garfo e faca. Com as mãos é possível saborear todo o pedaço, aproveitando as partes mais difíceis e que só podem ser acessadas com os dentes. Além, é claro, de chupar o ossinho... quem não gosta? Nos churrascos, os pedaços de frangos também estão liberados para comer com as mãos. No cotidiano, alimentos como a alcachofra devem ser consumidos com as mãos em qualquer ocasião, assim como empadinhas, pães, pasteis, sanduíches, milho, salgadinhos e frutas menores como uva, morango e ameixa.

Não se intimide e aproveite o prazer de pegar na sua comida, sentir a textura e até se lambuzar. Dá uma sensação de travessura, um sabor muito especial de informalidade e até de liberdade que vale a experiência. 

Um simples prazer, uma sensação grandiosa. Experimente!

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